O Hábito Diário que Pode Sinalizar Demência Canina
Você pode achar que o passeio noturno do seu cão à meia-noite é apenas uma peculiaridade do envelhecimento — mas pode indicar algo mais profundo. Veterinários apontam mudanças no ciclo sono-vigília do cão como um sinal precoce oculto de demência canina. Se o seu cachorro está passeando pela casa todas as noites, acordando você com movimentos inquietos ou latidos confusos, preste atenção. Pesquisas mostram que sono interrompido (como insônia ou andar à noite) costumam ser uma das primeiras pistas de declínio cognitivo em cães. De fato, muitos tutores atribuem esses comportamentos a “apenas envelhecer”, sem perceber que pode ser o início da disfunção cognitiva canina (demência canina).
Você sabia? Cães mais velhos que não fazem exercício suficiente têm risco muito maior de desenvolver demência com o avanço da idade. Manter seu cão sênior ativo pode ajudar a preservar a função cerebral saudável!
Como é esse hábito que sinaliza alerta? Imagine seu cão vagando sem rumo todas as noites, talvez levantando-se várias vezes durante a madrugada. Ele pode ficar parado olhando para uma parede ou andar de um cômodo ao outro sem motivo aparente. Alguns cães até choramingam ou uivam em horários estranhos, como se estivessem ansiosos ou desorientados. Segundo veterinários, essas travessuras noturnas não são apenas incômodas — são um grande sinal de alerta de que o cérebro do seu cão pode estar tendo dificuldades. “Uma das primeiras coisas que perguntamos sobre cães idosos é se eles ficam acordados à noite, andando ou ficando confusos”, observa um veterinário. Se isso ocorre diariamente (ou todas as noites), pode ser hora de prestar atenção.
É Velhice ou Algo Mais?
É natural que cães desacelerem um pouco ao entrarem na terceira idade. Então, como distinguir o envelhecimento normal de sintomas de demência? A chave é observar mudanças comportamentais que pareçam estranhas ou fora do caráter do seu animal. Por exemplo:
- Desorientação em locais familiares: Seu cão fica preso atrás de móveis ou em cantos e não consegue sair, ou espera do lado da dobradiça da porta em vez do lado que abre. Eles podem até parecer perdidos dentro de casa por alguns instantes.
- Mudanças na interação: Um cão amigável pode começar a ignorar membros da família ou rosnar para eles, quase como se não reconhecesse suas pessoas favoritas.
- Acidentes com a higiene: Um cão mais velho que era perfeitamente treinado para fazer as necessidades pode começar a ter “acidentes” dentro de casa ou esquecer de sinalizar quando precisa sair. Esse tipo de sujo dentro de casa é um grande sinal de alerta para muitas famílias (embora sempre se deva descartar problemas médicos com o veterinário primeiro).
- Mudanças de personalidade e rotina: Talvez seu pet antes brincalhão não demonstre mais interesse por seus brinquedos preferidos ou passeios diários. Ele pode dormir muito mais durante o dia ou, pelo contrário, ficar ansioso e inquieto à noite. Um veterinário explica que muitas vezes é quando “seus hábitos normais mudam” — como não querer brincar ou interagir como antes — que algo como a demência pode estar se desenvolvendo.
O que é normal? Um pouco de lentidão e cochilos a mais é normal em um cão sênior. Mas esquecer rotinas, ficar confuso ou apresentar mudanças drásticas de comportamento não é apenas velhice. Se você se pega pensando, “Humm, isso é estranho...” sobre o comportamento diário do seu cão com cada vez mais frequência, não ignore esse pressentimento.
Você sabia? Mais de 28% dos cães entre 11 e 12 anos apresentam ao menos um sinal de demência — e aos 15 anos, cerca de 68% mostram sintomas. A demência canina (também chamada Síndrome da Disfunção Cognitiva) é mais comum do que muitos tutores imaginam, porque os sinais iniciais muitas vezes passam despercebidos.
O Que Fazer se Você Notar os Sinais de Alerta
Antes de tudo, não entre em pânico — mas tome providências. Assim como em humanos, detectar o declínio cognitivo precocemente dá a você uma chance de apoiar melhor seu cão. Aqui estão alguns passos recomendados por veterinários para tutores:
- Agende um exame veterinário: Descreva os comportamentos estranhos ao seu veterinário. Ele provavelmente fará um exame e talvez exames de sangue para descartar outros problemas (como perda de visão/audição, dor por artrite ou infecções urinárias) que podem imitar demência. Se for disfunção cognitiva canina, o veterinário pode orientar os próximos passos.
- Mantenha um diário de comportamentos: Registre com que frequência seu cão fica acordado à noite ou quando parece confuso. Notar padrões (por exemplo, “acorda e vagueia toda noite às 2h”) pode ajudar o veterinário a entender o que está acontecendo e quão grave é.
- Mantenha uma rotina: Cães com demência se beneficiam de uma rotina diária familiar. Tente alimentar, passear e brincar sempre nos mesmos horários. Consistência pode reduzir a confusão. (Por exemplo, se a hora de dormir costuma ser às 22h, mantenha esse horário — alguns cães ficam ansiosos se “a rotina muda”.)
- Deixe a casa segura: Assim como você faria para um filhote, agora é hora de proteger para um sênior. Mantenha os pisos livres de bagunça caso ele ande à noite. Bloqueie espaços apertados onde o cão possa ficar preso. Considere luzes noturnas em corredores ou cômodos para que ele consiga se orientar melhor no escuro. Isso pode evitar ansiedade se ele acordar e resolver passear.
- Conforto e calma: Se seu cão parecer ansioso à noite (fenômeno frequentemente chamado de “sundowning” em cães com demência), ofereça tranquilidade e conforto. Um aparelho de ruído branco, uma cama confortável e familiar, ou até uma peça de roupa com seu cheiro podem ajudá-lo a se sentir seguro. Alguns veterinários recomendam suplementos de melatonina ou medicação ansiolítica para problemas de sono — mas sempre consulte seu veterinário antes de dar qualquer coisa nova.
- Estimulação mental: Ative o cérebro do seu cão sênior durante o dia. Brincadeiras leves, brinquedos com comida ou curtos passeios de “sniffari” (onde ele pode cheirar e explorar no próprio ritmo) podem manter os neurônios ativos. Use ou perca! Manter a mente do seu cão ativa pode retardar o declínio cognitivo ou, pelo menos, proporcionar momentos de prazer no presente.
Cuidando do Seu Amigo Idoso (Resumo)
Observar esses sinais precoces significa que você está sendo um tutor proativo e atento. Não se culpe se não tinha percebido que andar à noite ou confundir-se mais poderia ser demência — até donos experientes podem perder os sinais iniciais sutis. A boa notícia é que, com paciência e afeto, cães com disfunção cognitiva ainda podem aproveitar a vida. Eles dependem um pouco mais da nossa ajuda, mas os abanos de cauda e os momentos felizes continuam presentes.
O mais importante é que você não está sozinho. Sempre procure seu veterinário quando tiver dúvidas. E se precisar de orientação rápida ou tranquilidade, você pode enviar uma foto ou vídeo para nossa ferramenta gratuita Advisor em Si.PetsCare.com e fazer uma pergunta — nossos especialistas em saúde animal estão aqui para ajudar. Às vezes, conversar sobre suas preocupações já traz calma e um plano claro.
Por fim, lembre-se de que um diagnóstico de demência não é motivo imediato para desespero. Muitos cães vivem felizes por anos com manejo e suporte. Fique observador, mantenha-os confortáveis e valorize o tempo com seu doce amigo idoso. Cada abano e cada carinho importam. ❤ (Para mais dicas sobre cuidados com pets idosos e como manter cães mais velhos calmos, confira nosso guia em Pet Anxiety and Aging Dogs para conselhos adicionais.)
Autor: Tomasz Sadowski
Publicado: 24 de julho de 2025 (Atualizado: 24 de julho de 2025)






