Compreendendo a Tinha: Uma Visão Geral
A chamada "tinha" — apesar do nome — não é causada por um verme, mas por um fungo que afeta a pele, o pelo ou as unhas. Mediante o termo médico dermatofitose, essa condição é causada principalmente por fungos dos géneros Microsporum e Trichophyton. Esses fungos alimentam-se de células mortas da pele e do pelo, o que os torna altamente contagiosos. A tenia é zoonótica, ou seja, pode ser transmitida entre animais e humanos, representando risco tanto para os pets quanto para seus tutores.
Os Fungos Responsáveis pela Tinha
Os agentes mais comuns da tinha em cães pertencem, sobretudo, aos géneros Microsporum e Trichophyton. Esses fungos sobrevivem facilmente em células mortas, permitindo que colonizem a pele, o pelo e as unhas dos hospedeiros. Entender como esses organismos se desenvolvem ajuda a compreender o processo infeccioso e a definir estratégias de tratamento eficazes.
Sintomas da Tinha em Cães
Identificar a tinha em cães pode ser desafiador por causa da variabilidade dos sinais clínicos. Indicadores comuns incluem áreas circulares de perda de pelo com bordas vermelhas e crostosas, pelo quebrado e pelagem de aspeto pobre. Os cães também podem apresentar pele seca e escamosa, áreas inflamadas e manchas de pele mais escuras. Problemas nas unhas, como leitos ungueais inflamados, unhas escuras, secas, frágeis ou deformadas, além de coceira e excesso de lambedura, também podem ser sinais importantes.
Caminhos de Infecção: Como os Cães Contraem a Tinha
Os cães podem contrair a tinha por contato direto com animais ou pessoas infectadas. A infecção também se espalha por objetos contaminados, como escovas, camas e brinquedos. Fatores ambientais, como esporos presentes no solo, também contribuem para a disseminação. Cães com sistema imunitário comprometido — filhotes, idosos ou animais com doenças subjacentes — têm maior risco. Em geral, as lesões surgem de 1 a 3 semanas após a exposição, quando os esporos aderem a áreas de pele lesionada.
Abordagens Diagnósticas para a Tinha
Os médicos veterinários utilizam vários métodos para diagnosticar a tinha, incluindo exame com lâmpada de Wood, culturas fúngicas e testes de PCR. A lâmpada de Wood emite luz ultravioleta que pode fazer com que os pelos infectados fluoresçam, auxiliando na detecção. Culturas fúngicas envolvem o crescimento do fungo a partir de amostras de pelo ou pele, processo que pode levar de 10 a 21 dias para resultados finais. O teste de PCR é mais rápido, detectando DNA fúngico em 3 a 5 dias.
Estratégias de Tratamento Eficazes
O tratamento da tinha exige uma abordagem abrangente, incluindo quarentena, medicamentos tópicos e orais, e limpeza ambiental. O isolamento evita a propagação da infecção, enquanto tratamentos como banhos com enxofre de cal (lime sulfur), xampus antifúngicos e pomadas ajudam a eliminar esporos na pele e pelo. Medicamentos orais, por exemplo itraconazol e terbinafina, inibem a reprodução do fungo e são indicados conforme orientação veterinária. A higienização do ambiente é fundamental, pois animais infectados eliminam esporos no espaço, exigindo desinfecção completa de locais e objetos em contacto com o pet.
Importância do Acompanhamento e Monitorização
Testes de acompanhamento são essenciais para confirmar a eliminação da infecção, já que animais podem ser portadores silenciosos do fungo. Todos os animais da casa devem ser testados e tratados se necessário. O tratamento costuma durar semanas a meses e não deve ser interrompido até que exames confirmem a erradicação do fungo.
Medidas Preventivas para Tutores
Para prevenir a tinha, isole novos animais até que sejam avaliados por um profissional. Consultas veterinárias regulares, idealmente semestrais, ajudam a manter a saúde do pet. Manter a pele e o pelo do animal saudáveis reduz a suscetibilidade a infecções como a tinha.
Riscos à Saúde Humana Associados à Tinha
A tinha representa risco significativo para pessoas, especialmente para quem tem a resposta imunitária comprometida, como crianças pequenas, idosos, gestantes e indivíduos em terapias imunossupressoras. Conhecimento e medidas preventivas são cruciais para evitar a transmissão entre animais e humanos.
Erros de Diagnóstico e Armadilhas no Tratamento
A tinha pode ser confundida com outras condições de pele, o que pode levar a diagnósticos equivocados. Avaliação profissional veterinária é essencial para um diagnóstico e tratamento corretos. Confiar em remédios caseiros não verificados pode ser ineficaz e até prejudicial. Embora alguns xampus antifúngicos de venda livre possam ajudar, nem sempre são suficientes.
Conclusão: Caminho para a Recuperação
A tinha é uma condição tratável quando há diagnóstico adequado e adesão ao protocolo terapêutico. A detecção precoce, aliada a um tratamento abrangente e à higienização do ambiente, é fundamental para controlar a infecção. Seguindo essas recomendações, os tutores podem proteger a saúde de seus animais e de sua família.






